quarta-feira, fevereiro 08, 2012

VERSOS NO ANOITECER


Com sofreguidão, vai o sol

Lentamente se recolhendo,

Em suaves e gentis movimentos

Para não macular a beleza alva da lua.

Espalha, suavemente, seu brilho sobre a paisagem

Onde as nuances coloridas da água

Destacam a mansidão do momento,

De plena comunhão da natureza,

Com a harmoniosa convivência dos diferentes,

Que do alto de sua magnitude

Nos emprestam lições de humildade

De respeito, tolerância e amor

Indicando que o equilíbrio é o caminho certo

Para obtenção da paz e felicidade na vida.


Data:2012.02.07
Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2012.02.08-Quarta-Feira-página 15

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sábado, fevereiro 04, 2012


                                          Meu vício

“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício é quando se tem o prazer seguido da dor” Margaret Mead

Sua origem está na palavra latina vitium que significa falha ou defeito.
            Os vícios, em geral, são ligados aos pecados, às coisas danosas. Por isso é comum ao pensar em vício, as pessoas se reportarem às condutas socialmente reprováveis e hoje até proibidas por lei  em função do local, da atividade, da idade, como o cigarro e o álcool.
          Há quem de imediato possa mencionar a gula, o vício por doces, chocolates.
          Interessante é a colocação da autora supra indicada na epígrafe que relaciona vício, virtude, dor e prazer, mostrando que assim como no amor e no ódio os antagônicos se atraem.
            Isto me deixa mais à vontade para falar de meu vício: ESCREVER
            E é um vício antigo. Começou lá na adolescência com os diários, passou para as cartas, depois pelos textos profissionais que publicava na imprensa, pelas crônicas, contos, poemas. Enfim, um colar de miçangas parafraseando Mia Couto. Se antes escrevia por puro deleite, sem me atrever a mostrar a alguém, depois que comecei a mostrar o que não me revelava interiormente (só o profissional), passei para o inevitável, para aquilo que revelava minha opinião (crônica). Ousadamente passei para os pequenos contos. Tudo até então relacionado ao prazer, não saberia explicar se por virtude ou vício. A última fase deste entremeado de linhas, essa sim é de pura dor. E o escrever, dolorido, sangrado em cada letra é meu processo de catarse na tentativa desesperada de permanecer viva, de não perder a sanidade e elaborar a dor pela perda de meu filho amado. Deduzo, então , baseada na definição acima que meu ato de escrever é de puro vício, embora não danoso, não prejudicial, mas sim como um último e desesperado recurso de sobrevivência, de me manter ligada ao meu amor que se foi , à mim mesma, tentando me reencontrar e me relacionar com as pessoas, fugindo do desespero e da solidão.

Publicado na Revista Literária cujo tema era Meu Vícios


Publicado na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores
Livro de Visitas
Data:2011.10.20

Publicado no blog:www.icsvargas.blogspot.com
Data: 2011.10.20

Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2012.02.05 -Domingo- Tribuna do Povo- Página 04


Publicado no http://www.facebook.com/profile.php?id=100000016052307
Data:2012.02.04

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sábado, janeiro 14, 2012


INVEJA

                                                                                             

Não olhes para o outro
Olha para dentro de ti
Não tentes imaginar
Os desejos que o movem
Procura saber teus desejos mais profundos
Não copies o que faço
Cria tua própria obra
Não invejes o outro
Trabalha, investe em ti
Não almejes o que o outro tem
Valoriza aquilo que possues
Não denigras a imagem de outrem
Torna a tua transparente
Aprende a valorizar-te
Só assim os outros irão fazê-lo.
Sê original
Descobre caminhos próprios
Persegue teus sonhos
Vive tua vida
E não a do outro
Só assim serás feliz

Publica na Revista Varal do Brasil cujo tema era Pecados Capitais
 Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.14
Publicado no blog:PENSAMENTOS_DISPERSOS
DATA: 2012.01.18
Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2012.01.18-página 15

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quinta-feira, janeiro 12, 2012



Desnudar-se

Escrever é exteriorizar  a vida

Que não cabe nos limites da alma.

É virar do avesso

Mostrar as costuras,emendas

Remendos e imperfeições

Que são invisíveis

                      Devido  aos acessórios externos.




Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2012.01.11- Quarta-feira-página 15


Publicado em PENSAMENTOS_DISPERSOS
http://icsvargas.blogspot.com/2012/01/desnudar-se.html
DATA:2012.01.12

Publicado na Câmara Brasileira de Jovens Escritores-Livro Impresso
Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos nº 82
 e na Antologia on line com o título de Metalinguagem
http://www.camarabrasileira.com/apol82-082.htm





Metalinguagem


Escrever é virar do avesso
Mostrar as costuras
Emendas,
Remendos
Imperfeições
Verdades
Que camuflamos no cotidiano
Quando mostramos
Só os acessórios externos.




Publicado na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores-AVSPE-Balneário Camboriú-SC-Brasil
Data:2011.10.20

http://www.avspe.eti.br/afbook/?pagina=43

Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.25





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quinta-feira, dezembro 29, 2011


Modéstia

Substantivo que representa

Respeito ao outro,

Valorização das qualidades alheias,

Ausência de soberba,

Emoções equilibradas.

Algo não comum

Neste mundo assaz competitivo.



Publicado na Revista Literária Varal do Luna
Novembro 2011

http://grupolunaeamigos.blogspot.com/2012/01/varal-n-47-edicao-515-ano-x-tema.html

Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.12.29-Quarta-feira página 15

Publicado no site:http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3439743
Data:2012.01.14

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segunda-feira, dezembro 19, 2011


                                         Ciúmes
                                                                                                     

            Independente de idade dos envolvidos, o ciúme é um sentimento que está presente em inúmeras ocasiões. È bom, é mau? Creio que o determinante desta avaliação será aquilo que ele possa produzir de bom ou danoso para as pessoas e para as relações.
            Fazendo uma retrospectiva daquilo que já observamos ao longo de nossa existência, sem medo de errar, podemos dizer que existe ciúme do bebê com relação à mãe, do pai em relação ao bebê que lhe rouba a atenção da esposa, de uma criança com relação ao irmão que lhe impede de ser o centro das atenções. Mais tarde, ciúme do colega que se destaca na escola, da namorada, e inúmeros outros casos corriqueiros.
            Mas porque este sentimento é despertado nas pessoas? Por amor? Terá relação com a inveja? Poderá ter, mas nem sempre é o caso.
            Creio que o ciúme está relacionado à posse. Sim posse, pois não é raro encontrarmos pessoas que tratam os outros seres como objeto de sua propriedade e, portanto sobre o qual exercem certo domínio. Isto os faz sentirem-se poderosos. Alimenta o ego. E se é seu objeto, acha-se no direito de determinar tudo com relação ao mesmo. Quando isso não acontece, em nome do ciúme são capazes de atitudes nada honrosas. O ciúme poda, cerceia, traz aborrecimentos, mágoas, cria fantasmas em uma relação que poderia ser saudável e feliz.
            O ciúme está relacionado também à falta de autoestima ou a uma baixa autoestima, ou seja, o indivíduo se acha tão insignificante, tão sem atrativos, incapaz de manter uma pessoa consigo por aquilo que ele é ou apresenta para o outro, que se deixa tomar pelo medo de perder alguém. Projeta no outro sua insegurança.
            É comum as pessoas colocarem sua felicidade no outro. Procuram alguém que lhe complete, ou seja , não se sentem completos. Estão sempre dependentes do outro para serem felizes. Ora, se perdem este complemento, serão infelizes, daí esse medo constante de perder o outro para alguém mais jovem, mais atraente, rico, bonito, inteligente, charmoso. Para alguém capenga emocional  haverá muitos outros “mais” a lhe causar temor.
Por isso muitos resultados trágicos, muitas horas perdidas, muitas noites insones, por fantasmas criados em mentes incoerentes, ou em pessoas que não conseguem se sentir como pessoas completas. Quem  está bem consigo mesmo, pleno, terá muito mais a oferecer do que cobrar, logo menos motivos para que esse sentimento se propague ou se intensifique.
                Nesse posicionamento dá para perceber também falta de maturidade psicológica.
                        Os resultados serão tanto mais danosos, quanto mais o indivíduo o alimentar ao invés de se amar mais e confiar em si e no outro.
                       Mais amor e confiança geram menos ciúme.

Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.12.18 -Página 04 - Domingo
Publicado na Mini-revista literária Contando e Poetizando cujo tema é Ciúme
Publicado no blog :Pensamentos_Dispersos
Data:2011.12.18
Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.11
Publicado no site: www.gostodeler.com.br
Data:2012.01.23

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quarta-feira, dezembro 14, 2011



Envelheço







Envelheço...

Quando perco a ilusão.

O sorriso de uma criança,

Não  enternece o coração,

A lua não  inspira poemas,

As estrelas não fazem os olhos brilharem.

O mar belo e surpreendente

Leva em suas ondas

O verde de minha esperança.

Envelheço...

Independente da idade que tiver.



Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.12.14- Quarta-feira- página 15


Publicado no blog PENSAMENTOS_DISPERSOS
Data: 2011.12.15

Publicado no site:http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3445059

Data:2012.01.17

Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 86

Livro Impresso-CBJE

Antologia on line

http://www.camarabrasileira.com/apol86-028.htm

Publicado no:
http://grupolunaeamigos.blogspot.com/2012/01/varal-n-43-edicao-511-ano-x-tem-tema.html

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sábado, dezembro 03, 2011

SABER AMAR


É carregar no ventre

Lançar ao mundo

Ensinar as primeiras palavras,

Passos, hábitos, caminhos

É respeitar espaços

Auxiliar no primeiro voo

Torcer para que tudo corra bem

E deixar a porta aberta

Para quem precisar voltar.

Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data: 2011.11.30-quarta-feira-página 15


Publicado no blogPensamentos_Dispersos
Data:2011.11.03
Publicado no site:http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3445063
Data:2012.01.17

Publicado no :
http://grupolunaeamigos.blogspot.com/2012/01/varal-n-38-edicao-506-ano-x-tem-tema.html


É carregar no ventre


Lançar ao mundo

Ensinar as primeiras palavras,

Passos, hábitos, caminhos

É respeitar espaços

Lançar para o mundo

E deixar a porta aberta...

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quarta-feira, outubro 19, 2011

NINHOS




                                                                 


            Aposentos especiais, tecidos por seres amorosos para abrigar preciosidades.
Pessoas, sonhos, conquistas, lembranças. Local onde amadurecem esperanças desenvolvem-se aprendizados que possibilitam cada habitante, um dia empreender sua jornada pessoal e outro ninho formar em um ciclo interminável.
         A princípio é tudo muito ralo. Sem consistência material. O que existe em abundância não se quantifica por peso nem por valor monetário. O patrimônio é imaterial: o desejo de construção conjunta. Dois seres frágeis começam a tecer o casulo que abrigará os rebentos que se transformarão em lindos seres , capaz de alegrar por sua simples existência, extasiar pela fragilidade ou pelo encantamento do bater de suas asas.
           Tudo é novo e significativo. O ninho se forma com uma infinidade de pequeninas coisas amalgamadas na vivência que se constituirá em um repositório de ensinamentos capaz de fortalecer cada um dos seres nos momentos de tempestade.
            Já vi ninhos de uma fragilidade exterior espantosa, porém aconchegante como útero materno. Entretanto observei outros que a suntuosidade os tornou intocáveis e gélidos.  Outros cujas frestas criadas pelas rachaduras da intolerância, do desamor
 e da violência possibilitaram a fuga daqueles que se sentiram sufocados onde deveriam se sentir acolhidos.
            Ninhos verdadeiros são lugares de alegria, sorriso fácil, leveza, de ajuntamento espontâneo. Lugar de parada e de permanência. Porto seguro nas intempéries emocionais ou físicas.
            Eles têm sentido pelo que transmitem sem palavras – ou com elas também- mas muito pelas sensações como toque suave de mão, o prazer de um leito macio, o cheiro de fruta madura, o alimento preparado com doçura.
            Traduzem-se no descanso de um banho quente, em uma música relaxante, no relato dos momentos vividos.
            Para mães, o ninho se completa no barulho da chave na fechadura e no mais sonoro e maravilhoso som que se pode ouvir. “Mãe cheguei”.
            Quando estes componentes obrigatórios desaparecem os ninhos deixam de existir e em vez de serem âncoras que seguram nos vendavais passam a ser lugares onde os que ficaram viram fantasmas de si mesmo indecisos entre abrir a porta e fugir ou trancar-se, numa vã tentativa de não ver o tempo passar.


Publicado no Diário da Manhã- Pelotas-RS
Data:2011.10.19-quarta-feira-página 04- Tribuna do Povo~
Publicado no VARAL DO BRASIL 12
MÊS DE NOVEMBRO-LANÇADO EM OUTUBRO 2011 -SUIÇA
Publicado no blog PENSAMENTOS_DISPERSOS
Data;2011.10.19
Publicado no site:
http://www.gostodeler.com.br/materia/16801/ninhos.html
Data:2011.11.30
http://www.camarabrasileira.com/esp11-019.htm
Publicado no livro Impresso da CBJE Novembro 2011
Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.05

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sábado, outubro 15, 2011


Como os pássaros

No bater de tuas asas

Rumo ao horizonte infinito

Sinto a brisa

Que me dá fôlego

Para meu caminho prosseguir

Até emparelhar meu voo com o teu

Rumo à eternidade.


 Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data: 2011.10.14- Sexta-feira página 15


Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.19

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terça-feira, outubro 11, 2011


                                            SOLIDÃO



                Há autores maravilhosos que falam sobre o escrever como ato solitário. Da solidão brotam as idéias, os textos, a obra. Traduzem a solidão como facilitadora ou indutora do ato de escrever
           Não estou aqui para concordar ou discordar. Minha idéia é duvidar. Até porque em meu entendimento é da dúvida que resultam coisas boas.
             Da solidão só sai amargura, tristeza, mágoa (ou são as mágoas que geram solidão?) azedume, isolamento, distanciamento, sofrimento, incapacidade de conviver (e por não saber viver com, as pessoas morrem). Na solidão encontra-se muita dor e não é dor pequena não, muito menos por vontade própria, porque a solidão é danada. Vai pegando a pessoa aos poucos, enredando em uma teia, que depois não dá para sair. Quando o indivíduo percebe, está por inteiro na solidão e aí, para escapar só com ajuda, se tiver sorte, e se não tiver espantado todo mundo à sua volta. Aliás, espantou a si mesmo e nem percebeu.
            É como aquele fenômeno da psicoadaptação, no qual a pessoa vai recebendo as informações aos poucos, por mais difíceis que sejam de aceitar e quando se apercebe já acostumou. Na solidão é a mesma coisa ao contrário. A vida vai lhe sendo tirada aos poucos, e como é devagar, como em conta gotas não dói tanto que ao se dar conta ela já fugiu de todo. Aliás, ele fugiu de si mesmo sem ter consciência disso. E dessa inconsciência nada brota. Do nada não brota semente. Não prolifera vida.
            Então, abaixo a solidão esse danado mal do século que pega pessoas e transforma-as em formigas, sem vontade, sem prazer, sem sossego.
            Escrever brota da vida, do amor, da falta dele, mas do amor por si mesmo que é capaz de fazer qualquer pessoa desafogar dores intensas no mais desassossegado rabisco, muitas vezes sem forma, mas como sinal de resistência, de apego à vida, da necessidade de elaborar coisas e fugir da insanidade.
             Escrever resulta do entusiasmo, da percepção do sagrado em cada ser.  Então, ao escrever sacralizamos a vida.
            A solidão não nos permitiria escrever qualquer texto. Pelo menos para mim, simples mortal que através da escrita luta para não ficar à deriva.

PUBLICADO NO DIÁRIO DA MANHÃ-PELOTAS-RS
DATA:2011.10.11-TERÇA-FEIRA-PÁGINA 4-TRIBUNA DO POVO
Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.16

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segunda-feira, outubro 10, 2011


Renovação

Primeiro a sangria,

Depois o arrancar o couro.

O meu vai saindo aos poucos

Em cada dia sem tua presença.

Não morri na sangria.

E agora renovo minha cobertura.

Só espero

Que a dureza da casca

Não me impeça

De sentir a maciez das pétalas

                      Que nascerão na próxima estação.


Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.10.10-segunda-feira-página 11

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sexta-feira, outubro 07, 2011

Cenário



Ar puro

Águas límpidas

Céu de anil

Nuvens de algodão

Raios translúcidos

Compõem majestoso cenário

De belezas sem igual

Onde vislumbro soberana

Tua alma imortal



Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.10.06-quinta-feira-página 19
Publicado no site: www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.10

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sábado, setembro 24, 2011


Louvação

Cantam os pássaros

Saudando o sol

A vida que aqui transborda.

Ao seu canto

Acrescento minha prece

Cheia de amor e saudade

Louvando tua preciosa vida

Que a todos encantou.



Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data: 2011.09.23-página 15


Publicado em Pensamentos_Dispersos
Data:2011.09.24
Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.18
Publicado no livro Grandes Poetas, Grandes  Versos
Edição Impressa -CBJE
Publicado na Antologia on Line
http://www.camarabrasileira.com/gpgv12-036.htm

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sexta-feira, setembro 16, 2011

VIDA

Recém nascida

Vida frágil

Cercada de amor

Vida

Que se cuida

Para desabrochar

Vida

Que cresce

Que enobrece

Que dá asa aos sonhos

Que voam alto

Sem limites

Sem timidez

Vida

Que poda sonhos

Destrói ilusões

Afasta pessoas

Semeia discórdia

Arranca seres

De nossas entranhas

Semeia morte

Destruição

Vida?

Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.09.14
Quarta-feira-página 15
Publicado em
Pensamentos_Dispersos

Data:2011.09.16

Publicado no site:http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3522415
Data:2012.02.27



























































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sábado, setembro 10, 2011

SERENIDADE


Aragem suave

Em meus ouvidos sopra,

Serenas preces murmura

Meus sentidos acalma.

Hinos de amor

À natureza e à vida,

Cantigas de saudade

Sonatas melancólicas

Carregadas de lembranças

Dos amores que partiram

Mas que em nossos corações

Por toda eternidade permanecerão.


Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.09.09 sexta-feira- página 15
Publicado em Pensamentos_Dispersos
Data:2011.09.10



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quarta-feira, setembro 07, 2011


COMUNHÃO



Respiro fundo

Mergulho nas profundezas

De meus pensamentos

Navego nas ondas

De minhas mais doces lembranças

Volto à tona

Abasteço-me de ar puro

Que me induz

À pura comunhão com a natureza

Unindo-me a ti

Hoje, partícula indissolúvel do universo






 Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
       Publicado em Pensamentos_Dispersos
Data:2011.09.06
Data:2011.09.06-página 19-Terça-feira
Publicado na Antologia Literária Roda Viva
CBJE- Setembro 2011
Antologia on Line
http://www.camarabrasileira.com/rv11-050.htm

Publicado no Livro eletrônico
http://issuu.com/cbje/docs/brletras45/3
Novembro 2011
Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.23
Publicado no:
http://www.caestamosnos.org/autores/autores_i/Isabel_C_S_Vargas-1.htm

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sexta-feira, julho 15, 2011

Alegria

Alegria bem precioso

Que torna a vida mais leve

Saborosa e gratificante

Pelo simples prazer

De acordar ao amanhecer

e bendizer as graças Divinas


Publicado no:http://clubedalinguaport.ning.com/group/poetasdaalegria
Data:2011.06.17

Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data: 2011.07.14 Página 19
 
Publicado em Pensamentos_Dispersos
Data:2011.07.15

Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.11

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domingo, junho 05, 2011

 Meus Medos




Sempre fui uma pessoa cheia de medos. Na infância tinha medo da morte. Não medo de morrer, mas de fazer parte de um cenário que me atemorizava. Sentia-me protagonista, ou coadjuvante de uma peça teatral lúgubre. Naquela época, os velórios ocorriam na residência do finado. Logo, as salas se transformavam em capelas com todos os aparatos e velava-se o falecido por 24 horas. Quantos anos decorriam e não apagávamos da memória aquela cena. Um evento extremamente doloroso para adultos, no imaginário infantil tinha o peso multiplicado. Como entrar naquela peça depois sem enxergar o parente falecido?
Havia uma simbologia tétrica em tudo aquilo. Pendurava-se na porta da casa, ou ao lado dela, uma mão de bronze, com um tule roxo. Enxergava-se à distância. Era como se o morto estivesse querendo te pegar pela mão. Rezei durante anos para que não morresse alguém enquanto morássemos naquela casa, para não ter que passar por aquela difícil situação ou ao menos que não ocorresse enquanto eu ainda fosse criança. Antecipava o Estatuto da Criança na minha cabeça de menina. A velha ideia de que ao crescer os medos desaparecem.
Poderia discorrer mais sobre esse medo comum, mas não iria sobrar crônica para os outros. Então, vamos adiante. Havia outros medos. Medinhos. Nada trágicos. Nada infantis. Será que não?
Andar de avião. Esse, graças a Deus, superado! Ufa! Se possível, andaria todos os meses. Ruim é  rodar três horas de carro até o aeroporto. Nem tanto ao céu, nem tanto à água.  Já tive muito medo de água. Mas tenho progredido. Dei um passo à frente no que tange a essa onda que nos engole em uma só tragada. Já andei de jangada, de lancha. Só tem uma coisa que ainda não consegui fazer na água. Nadar. Não consigo tirar o pé do chão e me soltar. Ficar livre como um peixe. Não teve milagre terapêutico ou terapeuta milagroso para me soltar. Sou da terra. Por isso mesmo que digo que "ando de avião", "ando de jangada", "ando de lancha". O pezinho fica ali, firme no assoalho.
Talvez, eu tenha é medo de perder a cabeça, o controle, sei lá! É isso!!! Controle. Preciso ter o controle de mim mesma. Saber onde piso. Não é à toa que em família me chamam de comandante, quisera eu, mas na verdade isso tudo envolve o velho medo de perder alguém. É a mãozinha de bronze lá na antiga casa que ainda acena com um tule seco.



http://oficinamarcioezequiel.blogspot.com/2011/05/meus-medos.html?spref=bl
Data:2011.05.25
www.icsvargas.blogspot.com
Data:2011.06.05
Publicado no site:http://www.gostodeler.com.br/materia/16053/meus_medos.html
Data:2011.07.15
Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.07.20 página 04
Publicado no site:www.recantodasletras.com.br
Data:2012.01.16



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segunda-feira, maio 09, 2011

Pedaços de ti



Amo

Teu jeito de ser

Tua delicadeza

Teu senso de humor

Tua inteligência

Teu desprendimento

Tua dedicação

Teu sorriso maroto

Teus olhos

Amo...

Por toda a eternidade



Publicado no site:
Data:2011.05.08
(Liberação)
Publicado em:Pensamentos_Dispersos
Data:2011.05.08
Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.10.18- Terça-feira-página 19
Publicado no site:http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3545657
Data:2012.03.10

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