segunda-feira, março 03, 2008

FALANDO EM TURISMO II



Há poucos dias recebi o pedido de um amigo para seguir falando sobre turismo, essa indústria- assim considerada por criar, modificar, gerar riqueza, promover postos de trabalho - sem chaminés. Salvo os municípios que possuem condição geográfica privilegiada, que já há muito tempo despertaram para o incremento do potencial turístico, os demais só mais tardiamente perceberam esta fonte.
Conforme já citei anteriormente, não dá para crescer e desenvolver sem conjugar esforços entre poder público e sociedade organizada. Pois bem, tomando como exemplo o que faz o cidadão em sua casa - arrumar, limpar, dar boa aparência, organizar, promover a segurança, ao receber um visitante-a cidade também tem que se revestir destas qualidades se desejar atrair pessoas e se mostrar hospitaleira. Assim sendo é inconcebível o estado de algumas ruas em zonas centrais e valorizadas.
O pasto toma conta de parte de calçadas, da sarjeta, do meio da rua entre os paralelepípedos. É só passar na Antônio dos Anjos, próximo ao Assis Brasil, na Anchieta, na Praça nas proximidades da Igreja da Luz, na Gonçalves Chaves, na Travessa Sturbelle, na Dr.Edmundo Berchon, que percorro com freqüência.
Á exemplo dos moradores da Rua São Paulo, no Bairro Três Vendas que de uma forma politicamente organizada, não só em período de eleição, cobraram durante anos do poder público o asfaltamento daquela via, colocando faixas em suas moradias, questionando as autoridades, moradores de inúmeras outras ruas deste mesmo bairro e de outros cobram providências nos programas de rádio, nos jornais, reivindicando melhorias indispensáveis.
Mudando de um cenário para outro, embora o assunto possa parecer mórbido para alguns, cito algo que é conservado e mostrado em outros lugares como ponto turístico. Refiro-me à arte cemiterial. Quem já foi a Buenos Aires e não visitou o Cemitério do Bairro Ricolleta, ponto certo de visitação, não só pelos famosos vultos históricos lá sepultados, mas pelos monumentos lá encontrados. Em Porto Alegre encontramos folders valorizando esta arte, mostrando belos monumentos. E aqui, como se encontra a parte antiga do Cemitério, cheio de obras, porém relegado ao abandono, com depredações visíveis o que faz com que cada vez mais escasseiem as visitas pela falta de segurança no local.
Nossa cidade durante os meses de inverno e outono é muito fria e úmida e em determinados dias muito escura, cinzenta pela cerração constante. Pequenos detalhes podem torná-la mais alegre, vibrante e acolhedora nestas estações. Muitos já perceberam isto, pois ao realizarem a pintura externa em suas residências o fazem com cores quentes. Encontramos em profusão amarelo, vermelho, laranja, goiaba e o verde que equilibra o frio do azul com o calor do amarelo, proporcionando sensações boas de paz e acolhimento. É a contribuição simples e espontânea do cidadão que faz melhorar o aspecto da cidade. Com relação à parte cultural, quais de nossas crianças já visitaram o Museu Carlos Ritter na Rua Marechal Deodoro,a Biblioteca Pública, o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, o Museu da Baronesa, as Charqueadas, São João e Santa Rita (Museu do Charque), a Casa Museu Estância do Laranjal, o Museu Histórico Helena Assumpção,que confesso não conhecer apesar de convite recebido e de admirar o trabalho realizado em prol da preservação da história e dos costumes.
E o que dizer do fluxo de visitantes na zona rural? Será que não poderia haver um incremento na divulgação ressaltando os produtos lá disponíveis,em todas as épocas do ano ressaltando preços e enfatizando informações?
As pessoas de mais idade devem lembrar-se do acontecimento importante e do glamour que se revestia o Grande Prêmio Princesa do Sul, no hipódromo,hoje não mais alvo de tanto prestígio exceto por empenho de alguns aficionados pelo esporte. Na década de 70 bailes eram realizados no Jockey Clube, inclusive de cursos universitários. A sede central, agora pertence à iniciativa privada que o está restaurando o que sem dúvida deve ser louvado por estar sendo preservado um belíssimo prédio em plena área central.
Assim como existem publicações divulgando restaurantes, hotéis,é interessante que se faça divulgando outros aspectos importantes. Tenho em mãos uma pequena publicação sobre as igrejas da região. Creio que poderiam ser incluídos mais itens independente de credo e mostrando mais fotos pois existem viajantes,turistas que tem por preferência estes locais,às vezes , apenas pelo prazer de fotografar e registrar as belezas neles encontradas, além de pesquisadores para trabalhos acadêmicos ou não.
Enfatizo que tudo depende de ações coordenadas que podem não ser de fácil execução mas que são prioritárias para um bom atendimento dos turistas.Pequenos exemplos:
- locais abertos finais de semana; pessoas capacitadas para fornecer informações corretas, precisas; oferecimento de possibilidades de compra pelo comércio em horário mais ampliado.
Neste aspecto vale ressaltar as promoções existentes promovidas pelo Sindilojas o que sem dúvida atrai um grande número de visitantes de várias cidades vizinhas.
O turismo desperta a curiosidade,preenche lacunas,enriquece vivências que ao serem transmitidas realimentam o processo o que sem dúvida pode proporcionar muitas vantagens. É importante estar sempre criando novas oportunidades de divulgação , de promoção da cidade captando desta forma um número maior de turistas e de pessoas envolvidas dentro do segmento o que sem dúvida o tornará mais forte, e proporcionará recompensa para todos os ramos de atividade nele envolvidos.

Publicado no site:http://www.olhasoaqui.com/
Data:2008.03.03

1 Comments:

At 2:35 AM, Anonymous marcela said...

Eu moro na travessa sturbelle, e a realidade é bem esta citada...

 

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