domingo, novembro 12, 2006

DESCOBRINDO-SE ATRAVÉS DAS CORES



Algumas vezes não sabemos explicar com clareza nossas preferências, nossas escolhas. Mas ,as escolhas mostram quem somos ou como somos.
Identificamo-nos com determinada pessoa, temos preferência por certo tipo de música, de leitura, de filme, de esporte e muitas vezes não sabemos explicar o porquê.
Uma preferência que tenho é pela cor verde. Buscando na internet sobre a psicologia das cores, achei coisas interessantes.Detive-me em minha cor preferida.
Se olharmos por um prisma o verde é a cor que está no centro do espectro, por isso é uma cor que nos indica equilíbrio e harmonia. Combina com todas as cores.
Ajuda a reduzir a tensão e o estresse. É relaxante.Eleva nossas vibrações e está relacionada com a auto-estima. Transmite uma sensação de liberdade e fluidez.
É a cor da firmeza, constância, perseverança, resistência, esperança, da segurança, do amor-próprio, da auto afirmação e do orgulho.
È uma cor que não agride aos olhos, é passiva e equilibra as emoções.
É uma cor complementar, composta do azul e do amarelo. Faz o equilíbrio entre o calor e o movimento do amarelo, e a frieza e a estática do azul.
Revela força de opinião e criatividade. Estimula a consciência do meio ambiente e da natureza.
A minha inclinação para o verde, me fez pensar, durante anos, que tinha preferência pelo campo, pela quietude e paz da zona rural. Não é que eu não goste mais,entretanto,hoje, vejo as coisas de outro modo. Talvez, eu tenha mudado. Há alguns anos percebi que entre o campo e o mar, prefiro o mar, com todos os seus matizes de verde, e, principalmente porque o mar está sempre em movimento, nunca é o mesmo, a cada dia se revela diferente, sendo sempre uma incógnita para quem se aproxima. Nunca o conhecemos por completo,ora nos transmite paz,ora nos assusta,pode nos dar muito prazer,muitas alegrias,mas também pode nos levar à dor, se o desafiarmos.
Tanto sua mansidão, como sua fúria são espetáculos grandiosos.
Junto a ele até podemos ter sensação de paz, calmaria, mas nunca de acomodação. Só nos acomodamos quando já não nos resta nada a descobrir, quando é tudo sempre igual. Com o mar, sempre há o que descobrir, nunca podemos nos sentir absolutamente seguros. Há sempre algo novo a ser desvendado.Talvez essa preferência ocorra,justamente,porque hoje percebo que é importante não nos acomodarmos,mas estar sempre em movimento,sempre buscando novos aprendizados, novos modos de viver, de realizar nossas múltiplas facetas e com isso nos conhecermos melhor,nos sentirmos mais vivos, mais atuantes, não deixando nunca de sermos os responsáveis por nossas próprias escolhas e realizações.
Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2006.11.12
Publicado no site: http://recantodasletras.uol.com.br
Data:2007.07.24
Publicado no site:http://rabiscos.terra.com.br
Data:2007.07.26
Publicado no site: http://www.usinadaspalavras.com
Data:2007.09.15
Publicado no site:http://icsvargas.bloguepessoal.com
Data:2008.06.10

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