sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Meu amigo Szechir, essa crônica é sua







Muitas coisas vieram à minha mente quando li o Diário da Manhã ao acordar. Tantas que nem sei por onde começar esta crônica. Poderia começar por um detalhe, que pensaria que estou a lhe puxar as orelhas, coisa que não tenho intenção , nem me atreveria a tal liberdade. Como lhe dizer: O espírito sente-se mais jovem que o corpo e nos imaginamos jovens para fazer “arte”, como subir em escadas e até em telhados

como outros o fazem, sem lembrar dos inconvenientes da tão falada “Terceira Idade”?

Sei que seu espírito é jovem, destemido, muito bem humorado, generoso e solidário. Muito generoso, extremamente solidário. Foi essa solidariedade que o fez ligar um sem número de vezes para minha casa, para me consolar, aplacar minha dor, ouvir silencioso o meu pranto e a seguir pronunciar palavras de encorajamento, apoio e conforto. É isso que o faz ligar para dizer que determinada parte de seu texto foi escrita pensando no sofrimento que passo, tentando me encorajar e me mostrar a bondade Divina.É essa bondade que permeia sua vida e suas ações, que o faz escrever com o maior sentimento, sendo o que escreve ressaltado e apreciado nos cultos de sua igreja.

Isso que faz hoje, muito poucos fazem. Ser ponte. Ponte que liga, que une,que permite passagem, troca, sem limitação de credo, pois como diz”Deus é de todos, para todos e está em todos nós”.

É seu espírito jovem, sem calos ou casca dura, vícios, defeitos ou deformações que o faz ligar e dizer o quanto ficou feliz quando lhe escrevi uma dedicatória chamando-o de “Meu amigo”. Isso que não nos falamos pessoalmente, também não somos amigos virtuais , porque resiste às tecnologias e prefere sua máquina de escrever, suas músicas ao invés do computador.

Somos amigos, porque amigo é aquele que está à disposição no momento que mais precisamos para uma palavra de conforto, um sorriso, um “empurrão “ não importando a distância física, por isso lhe digo- como amiga- que também aponta defeitos, que se cuide, deixe o militar que fazia muita atividade física descansar e coloque a trabalhar só o escritor, o cronista para que nós não fiquemos sem seus personagens, seu bom humor, suas palavras , muitas vezes sábias, e algumas vezes não compreendidas por outros amigos, como humildemente me contou.

Fique bom depressa.

Saúde e atividade física com precaução é o que lhe recomendo.


Publicado no Diário da Manhã-Pelotas-RS
Data:2011.02.11-Sexta-feira- página 04

imagem: internet

1 Comments:

At 11:25 PM, Blogger Thomaz Szechir said...

Que bom ler as crônicas do meu avô em um blog de uma amiga dele.
Thomaz Szechir

 

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