domingo, setembro 12, 2010



                                                                 

                                           


  Frio Interior

(Desesperança)


Estou abrigada em meu quarto,


Mas sinto frio.


O vento gela meus ossos,


Penetra minha pele.


Ouço o barulho das folhagens


A se balançarem.


Sinto medo.


Tenho medo da noite


Do vento, do inesperado.


Foi o inesperado (ou não?)


Que levou meu riso,


Minha luz, minhas certezas,


Minhas verdades, minha segurança.


Hoje, balanço


-como as folhas


Que gemem lá fora-


Entre a sanidade e a loucura


A verdade e a mentira


A esperança e a desesperança


A fé e a descrença.


Que caminho seguir?


O que me reserva o futuro?


Que futuro?


Há futuro em meio à dor?


Às lágrimas, à inconformidade?











                                                                                            
Música selecionada no mp3 que meu filho escutava.

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