sábado, abril 13, 2013

CRIAÇÃO COLETIVA DO GRUPO VARAL DO BRASIL NO FACEBOOK




O Livro em minha vida...






"Através da leitura pude fugir de uma realidade triste que me aborrecia. A fantasia me fazia sonhar com um mundo que achava o ideal. Ao mesmo tempo, com o passar dos anos e o amadurecimento consegui entender a realidade à minha volta, descobrir meu lugar e minhas circunstâncias. E, como diz DE CERTEAU O CORPO QUE LÊ SE ACHA MAIS LIVRE EM SEUS MOVIMENTOS, exercitei essa liberdade começando a escrever crônicas, depois contos e mais timidamente poemas livres. Ousadia? Não sei, mas para mim é uma necessidade, um prazer, uma forma de expressão.
Hoje, diria mais, é um sentido para minha vida".


Isabel Vargas






Aprendi a amar os livros muito cedo com meu avô paterno. Desde pequenina ganhava livros e tinha verdadeira paixão pelos livros que meu avô tinha. Eram livros lindos que eu amava, primeiro folhear, depois ler. Com o tempo, quanto mais eu lia mais percebia os mundos que se abriam para mim. Assim, lendo e escrevendo, cresci com a mente e o coração abertos para o mundo. Hoje ainda e creio que para sempre, os livros serão os amigos que trarei junto do peito em qualquer situação e em qualquer tempo.


Jacqueline Aisenman






Como os livros sempre foram meus melhores amigos, sinceramente, não sei o que seria uma vida sem eles! Aprendi a ler na alfabetização e quando hoje vejo meu pequeno com livros que eu tive, me emociono muito. Afinal ele foi inspiração antes mesmo de chegar a este mundo!


Alexandra Magalhães Zeine


Quando começo a escrever, me esqueço de tudo, das mágoas, das tristezas, das dores, das alegrias e até dos amores. Num mundo só meu naquele instante, mas que depois que eu sair dele, oferecerei ao mundo. Não sei se irão gostar, mas o meu amor pelas letras está ali... Adoro ler também, é um outro mundo que me deleita. Quem brinca com as letras, conversa com o coração.


Carmen di Moraes


Escrevo desde pequena, mas foi quando adoeci seriamente que fui incentivada a compartilhar o que ia em minha alma, desde então, não parei mais,,, Os livros são minha alma desnuda, são o meu avesso, através deles meus pensamentos, sonhos e desejos tomam forma e passeiam pelos mais diferentes cenários e contextos... A escrita é a minha alma falando...


Flávia Assaífe









Desde a mais tenra idade, uma folha de papel me atraia incomensuravelmente, ora rabiscando, ora garatujando. Assim desenvolvi meus desenhos e escritos .Não podia passar por uma livraria sem ficar paralisada frente à vitrine, olhando folhas e livros. Escrever o que pensava e sentia surgiu daí e me acompanhou ao longo da vida. Já adulta, continuei a ter sempre em mãos uma folha em branco e caneta, estivesse onde estivesse...
Quatro histórias me marcaram nos primeiros anos de vida: O sítio do pica pau amarelo, João e Maria, Os três porquinhos e a História Sagrada.

Na minha infância e adolescência, poucos eram os livros infantis, sem esta riqueza de hoje.

Quando me contavam a história de João e Maria, eu chorava copiosamente. Não queria ser nenhuma menina presa a mostrar um rabinho de porco... Não queria que passarinhos comessem os miolos de pão pelo caminho para poder voltar para casa...

Chorei demais com a história dos 3 porquinhos. Cada casa que caia ao sopro do lobo mau , me fazia sofrer. Queria que chegassem logo à casa de tijolos. Ansiosamente esperava a derrota do lobo. Quando aprendi a ler, li várias vezes essa história e amava seus desenhos.

O mesmo não acontecia com Monteiro Lobato, antipatia que levou anos para passar. Quando Papai chegou com o livro O sítio do pica pau amarelo, e leu para nós, meus irmãos começaram a gritar que eu era a boneca Emília, sardenta e briguenta. E, eu chorava inconformada, queria ser Narizinho.

Lá pelos 12 anos, me defrontei com o livro História Sagrada, muito usado nos colégios católicos, onde toda a Bíblia estava ali condensada. Suas histórias me atraiam e também me checaram: muito, os meus porquês saíram dali. Como eu devorei este livro . Eu queria conhecer tudo: lia, lia e lia e desenhava.

A minha ganância por livros teve por facilitador a biblioteca paterna. Buscava também em outras bibliotecas até quando passei a adquirir os livros que me interessavam. Fora os livros de Sociologia, Antropologia, História, Metafísica e Educação, os romances me atraiam sobremaneira.

De mera estudante, passei para profissional do social: minha sobrevida assim exigia. Como mulher, me realizei no amor e no desamor. A maior vitória foi quando ganhei a minha filha. Lia e escrevia sempre e guardava meus escritos. Não me sentia escritora e nem poeta. Lançava tudo em folhas de papel branco e pronto! Minha dedicação maior era com a profissão e família, até que um dia, fazendo faxina na minha casa, deparei com uma poesia datilografada sem citação do autor e gostei. Lá, pelas tantas, encontrei o original: era minha aquela poesia... Aí decidi tentar algo com meus escritos. Levantei dois grandes prêmios e outros menores, e meu primeiro livro publicado. Mesmo assim, não me sentia escritora. Só em 2009 veio a minha transformação em relação aos meus escritos, o que comumente expresso: o trabalhar em literatura. Então começou outra história de minha vida...

Hoje, digo a vocês, que sinto que sou aquela menina fascinada por folhas brancas, em frente a um computador. Aquela menina que ainda sonha com a casa sólida, feita tijolo por tijolo, no final do caminho, para transpassar aquela ponte que mostra o outro lado do rio. Sou aquela menina que tirou os miolos de pão do caminho e colocou pedras que foram e estão sendo retiradas dia a dia. Sou mesmo a Emília, briguenta e de nariz empinado. Mesmo assim, não me sinto escritora, sou mais uma contadora de histórias, uma escrevinhadora da Vida. Nada mais. Enquanto puder continuarei lendo e escrevendo.

Norália Castro




O meu primeiro contacto com os livros foi ainda muito pequena, quando andava de baloiço enquanto a minha avó me lia histórias. Para mim o tempo parava quando ela fazia isso. Sentia algo maior, uma sensação de identidade distante. Depois, fui para a escola e aprendi a ler a escrever e comecei aos poucos a entender que ler e escrever não era só "fazer o dever de casa". Era algo, mais! Sempre Li muito, mas foi na fase da adolescência que eu descobri verdadeiramente que escrever fazia-me sentir viva! Os livros para mim são isso mesmo, pedaços de vida!


Rita Pea


Comecei inventando histórias para minha bisavó Sebastianinha. Ela não sabia ler e eu começava a aprender. Então eu ia no vai da valsa... E a coitadinha tinha uma paciência de Jó.


Sandra Nascimento






Comecei bem novinha, antes dos 7 anos, assim que aprendi a mágica de juntar as letrinhas. Meu pai foi o grande herói mascarado. Uma vez por semana, em dias alternados, colocava em cima de minha cama um livro de história. Os clássicos infantis, bem coloridos e alegres, mesmo na trágica João e Maria ou A menina dos fósforos. Depois mergulhei na literatura 'capa e espada' da coleção de meu herói e virei "rato de biblioteca" no antigo ginásio com a cumplicidade da professora de literatura que não queria nem saber se Jorge Amado era forte demais para seus discípulos. E quando as emoções armazenadas com as letrinhas mágicas começaram a querer escapar por todos os poros, a escrita veio como a fórmula natural para que não se perdessem.


Ly Sabas


Desde menina sempre gostei de livros, meu primeiro contato foi com a bíblia sagrada, aprendi a ler, imaginar e interpretar às belezas do mundo e da alma... através das leituras que fazia, tanto na bíblia, livros e outras fontes. Cultivei esse prazer diário durante toda a minha vida. Aos 49 anos autodidata, escrevi meu primeiro livro de contos, vindo posteriormente me tornar uma escritora que escreve várias áreas da literatura.


Inês Carmelita Lohn






Foi possível perceber que o livro foi inserido na vida de cada uma muito cedo, geralmente ofertado ou estimulado por alguém importante para cada um, como um presente, um gesto de amor. O livro foi impulsionador do desenvolvimento da imaginação e do gosto pelas letras, fazendo cada um interessar-se por fazer da escrita um meio de realização pessoal.
Percebe-se a responsabilidade de cada um de continuar este trabalho de abrir novos horizontes para outras pessoas por ser o mesmo capaz de alimentar sonhos, transformar realidades.


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